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 Gotta make it now or never (:

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JessicaSoares*
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MensagemAssunto: Gotta make it now or never (:   Sab Abr 11, 2009 2:29 pm

Introdução

Ás vezes penso... porque é que nos damos ao trabalho de escrever histórias bonitas, para agradar as pessoas e receber comentários a elogiar o nosso trabalho, se no fundo há pessoas que pensam para si coisas do género: "tu sonhas muito". Então, o que seria de uma história sem a imaginação? Sem o sonho? O retrato da nossa vida? Tão sem interesse, tão pequenina...! Um sonho não será bem mais grandioso? Tudo o que a nossa vida precisa é de um pouco de fantasia, eu acho. Não havendo sonho, não há objectivos, não há luta. E o que seria a vida sem o risco? Sem a ilusão... sem realização...?

Nós sonhámos. Mais que sonhar, nós lutámos. Mas muito mais que isso: quando nenhum dos nossos esforços estava a resultar, nós alcançámos o impossivel.

---x---
Bem, só queria dizer que eu comecei a postar esta fic noutro forum e o titulo nao é este. O titulo é "I long for something mystical, hysterical, dark and tantric sexual" mas nao cabia aqui nao sei porque, entao ficou este :S
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MafyBizarre
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MensagemAssunto: Re: Gotta make it now or never (:   Sab Abr 11, 2009 2:38 pm

OOOOOOOOk... inicio diferente mas ameii!!!!!!!!! Very Happy
sabes que muitas vezes tambem penso isso...

"Não havendo sonho, não há objectivos, não há luta. E o que seria a vida sem o risco? Sem a ilusão... sem realização...?"
nesse pequeno texto vejo grandes verdades! Estou curiosa para saber o que vai sair dai Razz ^^



Spoiler:
 
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MartaSK
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MensagemAssunto: Re: Gotta make it now or never (:   Dom Abr 12, 2009 5:05 am

Bem, só por esta pequena introdução já me cativaste!

Estou anciosa por ler mais^^
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Yünny
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MensagemAssunto: Re: Gotta make it now or never (:   Dom Abr 12, 2009 7:48 am

Humm ... Quero mais Cool
Quero ver o que vai sair daí, já que a introduçao foi tao boa Very Happy
(Oh os sonhos são dificeis de seguir, mas nunca deixes ninguém destrui-los ;] )
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MensagemAssunto: Re: Gotta make it now or never (:   Dom Abr 12, 2009 9:22 am

amei a introdução *-*
espero o primeiro capitulo ^^
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MensagemAssunto: Re: Gotta make it now or never (:   Ter Abr 14, 2009 2:44 pm

Capitulo nr. 1



Tinha sido mais um dia perfeito. Aliás há um mês e meio atráz, tudo na minha vida tinha mudado radicalmente. Tudo tinha ficado muito mais claro, mais feliz, mais perfeito. Por vezes olhava a minha volta e só haviam sorrisos. E eu sorria para mim mesma sabendo o que eu esperava ou o que esperava por mim.

[flashback]
A minha vida tinha dado uma volta de 180º desde o dia em que o vi. Tudo tinha ficado bem pior. No principio havia esperança... havia uma cor morta, mas ainda assim, havia uma cor. Havia suspiros e pensamentos errados numa tentativa inutil de dar as palavras certas. Mas ainda assim, ele interpretava as palavras erradas como certas, daí a esperança. Com ele, eu não tinha vergonha... ele não me permitia ter. Até ao dia em que os meus pensamentos errados, não deram só as palavras erradas, mas actos imperdoáveis.
E então; não havia mais segurança, não havia mais esperança: só lágrimas. E na escola, perto do mundinho feliz dos outros, uma máscara que escondia tudo aquilo que sentia. Mas hoje, a máscara era outra. Eu nao tinha mais nada a esconder. Ele sabia tudo, eu sabia tudo mas uma coisa tinha mudado. Eu não tinha mais vergonha. Tinha decidido afastar-me. Mesmo com tudo e todos contra mim, fui forte, afastei-me e quase esqueci. Na minha cabeça pairava a certeza; nos meus actos assistidos tambem. Mas isso não podia durar muito.
Naquele dia, almocei mais rapido que todos os meus amigos, e saí da mesa dizendo que ía só a casa de banho. Mas assim que tive a certeza que eles não me viam, corri para a escola, enquanto as lágrimas caíam simplesmente por eu não querer chorar. Sentia um nó na garganta... sentia-me incapaz de dizer uma palavra. Sentia-me inutil. Sentia-me suja mas sem motivo. Corri sem olhar o que havia a minha volta. Corri até á escola e infiltrei-me no buraquinho mais escondido de tudo; sem reparar que alguem se havia infiltrado lá antes de mim.
Os seus olhos olhavam-me confusos e pralem da minha propria confusão, senti vergonha. Mas porquê? Ele não me deveria afectar mais, nunca. Decidi então sair dali, mas as suas mãos perfeitas agarraram-me no braço.
- Estás bem? - perguntou com a culpa expressa na voz e no olhar
Foi aqui que tudo mudou.
[/flashback]


Ás vezes, usar uma máscara nem era assim tão mau, quando não havia muitos podres a esconder... quando era possivel fazer da máscara a nossa verdadeira cara.
Naquele dia, tinha começado a chover á hora de almoço, depois de uma manhã ensolarada. Parecia que o Inverno tinha começado mais cedo, afinal. Mas por incrivel que pareça, eu amava a chuva. Bem e a minha ultima aula daquele dia acabava mesmo agora. A campainha tocou para toda a escola ouvir e então, todas as portas de todas as salas abriam e nos blocos instalava-se a tal confusão de alunos impossivel. Descer pelas escadas mais proximas da A22 era uma missão totalmente impossivel quando o nosso objectivo era sair dali o mais rápido que nos fosse possivel. Então, dei a volta pelo terceiro andar, e desci pelas escadas que ficavam mais longe de mim: mais longe mas mais 'vazias'.
Cheguei ao portão o mais rápido que me foi possivel, quase a correr, até que alguem me parou, dando-me um beijo que me tirou o fôlego: se é que já o tinha. Abracei-me a ele apertando-o com toda a minha força. Ele não tinha o direito de me deixar assim; completamente enfeitiçada. Olhei-o com um olhar acusador e ele fez um olhar ofendido sem perceber... sorri então, como quem pede desculpa.
- Amor... eu tenho que ir andando. Combinei com o Bruno e ele já está ali á minha espera... - disse apontando para um BMW azul escuro que se encontrava fora do estacionamento com os piscas ligados - Desculpa bebé.. desculpa. Estava só a espera para te dar um beijinho.
- Oh, eu pensava que podias ficar comigo.
- Desculpa, desculpa, desculpa princesa... desculpa...
- Não faz mal... ANA ESPERA POR MIM! - pedi, gritando para uma amiga minha que estava do outro lado da passadeira pronta a ir embora - Eu fico com ela Very Happy
- És um anjo sabias?
- Sabia...
Deu-me mais um beijo enquanto andava para traz, arrastando-me com ele quase até ao carro.
- Shhh... chega... - reclamei
Largámos as mãos e fui a correr ter com a Ana. Fiquei com ela até vir o meu autocarro e quando finalmente cheguei a casa, mandei a mala para cima do sofá, e fui a correr para o computador para ver se a minha gemea estava no MSN. Aproximava-se agora, o meu dia de anos. Tinha combinado passa-lo com o meu namorado mas depois, tinha combinado com a minha madrinha ir a Cascais. Não aguentava mais um segundo sem contar aquilo á Rita.
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MensagemAssunto: Re: Gotta make it now or never (:   Qua Abr 15, 2009 6:58 am

WoW Amei Very Happy
Tu escreves bem Wink Tens que postar mais ok? ^^
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MensagemAssunto: Re: Gotta make it now or never (:   Sex Abr 17, 2009 3:57 pm

yup, a Jéssica escreve muito bem mesmo *-*
e gostei bastante dos promenores todos do flashback, da máscara e tudo mais.
continua (:
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MensagemAssunto: Re: Gotta make it now or never (:   Ter Abr 21, 2009 2:53 pm

Obrigada meus amores (:
eu agora nem tenho andado inspirada mas eu tento x) nao escrevo assim tao bem -.-'
bem mas eu estive sem net e agr tambem deve durar pouco pq agr infelizmente tenho net limitada --' mas assim que tiver um tempinho em posto Very Happy
Obrigada mais uma vez babes Very Happy
Beijinho*
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SaraPinto*
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MensagemAssunto: Re: Gotta make it now or never (:   Ter Abr 21, 2009 4:18 pm

está mesmo lindo! estou a adorar !
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MensagemAssunto: Re: Gotta make it now or never (:   Qui Abr 30, 2009 5:39 pm

Capitulo nr. 3


Este telefonema só tinha complicado ainda mais a minha vida. Desliguei sem sequer responder ao que Catarina me dizia, sem lhe dar oportunidade de continuar o seu discurso de fã numero 1 onde tentava mostrar o quão contente estava por, finalmente, a sua banda, o seu Yu, vir a Portugal. Melhor: conseguirem tocar no pavilhão atlântico em Lisboa logo á primeira vez que punham os pés em Portugal. E, ainda, o facto do nosso Luminor actuar em vez do Romeo. Pelo pouco que tinha percebido, ela tinha participado na tal iniciativa e/ou no pedido especial dos fãs para ser Luminor em vez de Romeo a actuar cá em Portugal. No meio de tudo aquilo, ainda me conseguia preocupar mais com coisas que não deveria ser normal. Como se sentiria Romeo? Provavelmente pensava que as fãs não gostavam do seu trabalho e preferiam o Luminor (o que não estaria muito longe da verdade a julgar por este tal pedido). O telemóvel tocava insistentemente… peguei nele para o atender mas em vez disso, desliguei-o de uma vez por todas. Assim, poderia pensar mais descansada em tudo, tentar decidir-me sobre o que fazer. O tempo não era muito pois se o concerto era no dia 27 de Novembro e estávamos a dia 27 de Outubro, então eu tinha, sensivelmente, um mês.. que fartura! Então… se eventualmente eu decidisse ir ao concerto, haveriam ainda bilhetes? Oh, claro que sim! Aliás, eu tinha ate medo que eles não enchessem o Pavilhão Atlântico. Isso seria uma vergonha, seria humilhante para nós. E eles, certamente, ficariam desiludidos. Então o que os faria vir sem certezas? Eles mereciam uma plateia á sua altura e na minha opinião, eles eram grandes!

***


Tinha ficado a pensar em tudo aquilo até bem tarde e como conseguinte, adormeci já de manhã. Acordei com a minha mãe a gritar comigo, chamando-me irresponsável enquanto que eu tentava a todo o custo não a mandar á merda. Saí de
casa dando graças aos céus por me ver livre daquele inferno e apanhei o autocarro das 10h. Cheguei á escola, estava quase a tocar para da segunda aula da manhã, pelo que achei melhor esperar cá fora pelo meu amor, ao pé do portão. Inesperadamente, o desejo de o abraçar invadiu-me deixando-me ainda mais desamparada, desesperada...! Tentei então lembrar-me de algo a fazer para que a espera não fosse tão ruim assim e foi aí que me lembrei que continuava com o meu telemóvel desligado. Liguei-o e por momentos, bloqueou.

37 chamadas perdidas
21 mensagens recebidas


Tinha chamadas da Catarina, da Rita, da Ana e do meu namorado; e as mensagens eram deles mesmos… nada de mais; perguntavam-me o que é que se passava e se eu estava bem ou chateada,… não me apetecia responder. Mas quando ía arrumar o telemóvel novamente, algo me chamou a atenção nas primeiras linhas de uma nova mensagem que ía desistindo de ler.

“Puto, olha, lembrei-me agora, ahahah xD mas não te passes.
É verdade, estou no NB. Noitão impossível man, juro. Bem, mano, curti com uma gaja que não te passa pela cabeça! Ahahah x) I’M THE BOSS!”


Dei por mim com as lágrimas inundarem-me a face. Eu não tinha tempo para chorar, não tinha. A campainha da escola, soava agora o toque de saída. Joguei então o telemóvel para a mala sem apagar a mensagem ou sair dela sequer… continuava lá, á vista de quem lhe mexesse. Olhei para dentro da escola, vendo quem saía agora para vir fumar cá fora. Desde que aquela escola tinha deixado de ser única e exclusivamente uma escola secundaria para ter la os putos do 7º, 8º e 9º, não se podia fumar lá dentro. Dei um saltinho quando alguém me tocou no braço por traz de mim: Rita e Patrícia… eu só podia ser um anjo ou então, em ultimo caso, ter uma dádiva qualquer relacionada com paciência e disfarce.
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MensagemAssunto: Re: Gotta make it now or never (:   Sex Maio 01, 2009 11:49 am

OMFGGGGGGGGGGGGGGGG

que horror!!!!! aii se eu recebesse uma sms dessas...aiii ele ia lamentar o engano! ia lamentar ter nascido!!
o.o

omgggg

posta maiiiis
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MensagemAssunto: Re: Gotta make it now or never (:   Sex Maio 01, 2009 3:16 pm

LINDO <3
E não tenho mais nada a dizer ^^
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MensagemAssunto: Re: Gotta make it now or never (:   Sex Maio 01, 2009 3:55 pm

concordo inteiramente com a Yünny ^^)
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Sóniia
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MensagemAssunto: Re: Gotta make it now or never (:   Qua Maio 06, 2009 10:35 am

wow, amo esta fic mesmo :3
se eu recebesse aquela mensagem, nem sei o que fazia...
continua querida Very Happy
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MensagemAssunto: Re: Gotta make it now or never (:   Seg Jun 01, 2009 4:26 pm

Capitulo nr. 4


A Rita, gostava do meu namorado muito antes de eu ter conhecido os dois e desde que eu e ele tínhamos começado a namorar que ela não suportava sequer olhar para mim, muito menos falar ou ouvir a minha voz. O que teria ela para me dizer, então?
- Jessica, podemos falar contigo? – Perguntou Patrícia
- E porque é que eu haveria de te querer ouvir?
- Porquê? Hum… olha se calhar, andam-te a pôr os cornos e tu a fazer figura de parva.
– Respondeu Rita com um sorriso a formar-se nos lábios
A mensagem que muito provavelmente não era para mim, da noite anterior, encaixava-se agora nas suas palavras como se eles tivessem combinado tudo para uma espécie de um teste de confiança. Eu não ia falhar. Eu ia passar, sem sombra de dúvida. Mas porque haveria Rita de querer fazer um teste para que ele ficasse contente com a confiança que eu tinha ou não na nossa relação? Certamente que ela não alinharia em nada disso. Provavelmente, só as palavras de Patrícia ou de Rita ou só a mensagem da noite anterior, não me fariam sequer parar para pensar ou para ouvir o que quer que fosse que pudesse destruir aquele amor mas assim… talvez eu quisesse ouvir. Ou talvez eu tivesse medo de ouvir… sim, o amor falava mais alto como sempre, aliás.
- Oh Rita poupa-me das tuas merdas. – Acabei por dizer enquanto virava costas e reparava que ele saía agora pelo portão da escola com dois amigos de cada lado
- Tenho provas! – Exclamou Rita, agora visivelmente irritada, elevando o tom de voz
Olhá-lo nos olhos e ver que brilhavam, trouxe-me inexplicáveis certezas de que seriamos inseparáveis e de que ele seria incapaz de me magoar. Abandonou os seus amigos e dirigiu-se a mim. Sem dizer uma palavra, deu-me o habitual beijo que apesar de ser tão habitual, a sensação que sempre me trazia era de como se fosse o primeiro beijo.
Então, alguém me puxou para longe dele.
- Hey miúda, ‘tás-te a passar? – Perguntei indignada, enquanto me agarrava de volta a ele
- Não! Estou a acabar com esta palhaçada.
- Palhaçada?
– Perguntei virando-me para ela
- Eu disse que tinha provas, não disse? Vê.
Rita estendeu-me então o seu telemóvel. Os meus olhos voavam da sua mão para ela e de volta para a sua mão. Agora que tinha provas, se eventualmente houvessem quaisquer duvidas, não a queria ver. Ou tinha medo de a ver. Não… inacreditável, eu tinha medo de o perder.
- Eu não quero ver isso. – Respondi, engolindo em seco, enquanto pequenas lágrimas começavam a cair dos meus olhos que eu limpava rapidamente, limpando também as certezas que tinha sobre o que quer que fosse que dissesse respeito á pessoa em que eu mais confiava
- WOW! – Exclamou Patrícia – Incrível! Tu sabias de tudo e mesmo assim estás com ele? Uma…
- EU NÃO SEI NEM QUERO SABER DE NADA!
– Interrompi afastando-me dele ao mesmo tempo que falava
- EPÁ CHEGA! – Interveio, então, fazendo-me dar um salto de susto – Importam-se de me explicar o que se passa aqui?
- Oh amor… – Comecei – Elas…
- Uma atitude admirável Jessica… louvável. – Interrompeu Patrícia, acabando a frase que tinha deixado a meio
Rita começava a ficar impaciente e eu sem saber o que fazer. Ver ou não ver? Oh…! Inconscientemente, tirei o meu telemóvel da mala… li e reli a mensagem dele, vezes sem conta; e ainda assim, nada me parecia suficientemente real para poder acreditar. Acordei com uma voz atrás de mim.
- Tu sabias mesmo. – Admirou-se Rita
Olhei então para o seu telemóvel, já que se encontrava tão perto de mim. E então a verdade encontrava-se mesmo em frente dos meus olhos. Agora era suficientemente real para me fazer acreditar. O meu namorado? O meu namorado…?... Também já ele olhava para lá. Então era aquela a gaja toda boa?
- Jessica… – Murmurou
- Bem, nós vamos andando que já fizemos de mais. – Informou Patrícia que puxava agora Rita que por sua vez a seguia contrariada
- Jessica… - Repetiu – Essa mensagem… aquela foto… eu… eu… eu, eu, eu estava bêbedo eu,…
- Claro.
– Interrompi – Típico. Podias dizer que bateste com a cabeça e perdeste a memória esquecendo-te então de que tinhas namorada mas esta é sempre a melhor desculpa não é? Que falta de originalidade… - Atirei com uma rapidez que eu própria mal me percebi
- Jessica eu juro-te…
- Não o faças.
- Tu sabes como eu fico quando saiu. Sabes bem. Eu bebo sempre de mais, eu fumo o que não devo, eu…
- A BEBEDEIRA SÓ ALTERA O ESTADO, JAMAIS ALTERA SENTIMENTOS!
- Sim mas altera o estado.
- Mas se me amasses, jamais fazias o que fizeste por muito que a bebida te tivesse alterado fosse o que fosse. Eu também já apanhei bebedeiras sabes? E alguma vez alguém te disse ou te mostrou uma foto em que eu te traísse?
- Não digas isso Jessica, eu amo-te.
- Quando arranjares uma namorada a sério, aconselho-te a seres mais original nas desculpas que dás.
- Eu não quero mais ninguém Jessica, eu quero-te a ti.

Dos seus olhos caíam agora grossas lágrimas. Dos meus olhos, também.
- Desaparece.
- Jessica, por favor, ouve-me…
- DESAPARECE!

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MensagemAssunto: Re: Gotta make it now or never (:   Sab Jun 13, 2009 8:26 am

omg que cena.
quero mais jéssica ._.
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MensagemAssunto: Re: Gotta make it now or never (:   Ter Jul 28, 2009 5:00 pm

Capitulo nr. 5


Talvez devesse ter gritado mais com ele; quem sabe até bater-lhe? Pensar em vingar-me, sei lá. Mas não tinha mais cabeça sem ser para pensar em maneiras de fugir dele. Não consegui ser agressiva com ele por muito que ele merecesse; mas é isto que obtemos ao deixar que o coração ganhe. Talvez eu nunca soubesse mesmo porque na minha cabeça apenas pairava a certeza de que eu nunca o perdoaria como naquele momento o meu coração implorava que eu fizesse. Por vezes, talvez seguir o coração fosse mesmo o mais correcto, mas desta vez eu deixaria a minha consciência e o meu orgulho falar mais alto. Aquele dia foi o mais longo de sempre enquanto tentava evitar todas as chamadas e apagava, sem ler, todas as mensagens que ele me mandava. Fugia dele sempre que o via rondar a porta das minhas salas de aula; felizmente não era assim tão difícil tendo em conta a confusão que se instalava dentro dos blocos a cada toque de entrada ou de saída. O pensamento de que havia estado prestes a entregar-me, completamente, a ele, fazia-me estremecer sempre que pensava nele. Como poderia eu ter-me enganado tanto em relação á suposta pessoa certa?
***

24 de Novembro de 2009
- Oh Catarina, eu já te disse que não vou.
- Jessica POR AMOR DE DEUS!
– Gritou Catarina desesperada – TINHAS DITO QUE OS BILHETES ESTAVAM ESGOTADOS, EU ARRANJEI-TE UM Á ULTIMA DA HORA PELO TRIPLO DO PREÇO E AGORA É ISTO? CARAMBA, NÃO PODES FAZER ISTO POR MIM?
- EPÁ CALA-TE! NINGUÉM TE PEDIU NADA E SE O PROBLEMA É O DINHERO, EU DOU-TE A MERDA DOS 100 EUROS QUE DESTE PELO BILHETE E PODES DÁ-LO A OUTRA PESSOA QUALQUER!
- Oh Jessica por favor, não sejas ridícula. Mesmo que quisesses não me podias dar esse dinheiro e tu sabes bem mas também sabes muito bem que o problema aqui não é o dinheiro… tu sabes que dinheiro não é problema para mim. Eu quero-te comigo, só isso. Não percebes?
- Tu é que não estás a perceber. Catarina a minha vida está uma merda neste momento.
– Sussurrei enquanto sentia as lágrimas formarem-se nos meus olhos, preparadas para deslizarem pela minha face – Tu achas mesmo que eu tenho paciência para sair de casa sequer?
- O que eu acho Jessica, é que tu estás a isolar-te… estás a afastar-te de tudo e de todos por uma pessoa que ela sim, devia ficar sozinha. Ele não merece nada disso. Aliás, ninguém merece amor. Ninguém merece as tuas lágrimas. Isto é tão mas tão errado. Tu sempre foste tão forte…
- Acontece…
- interrompi – …que eu cansei de ser forte. Porque é que eu tenho que ser sempre forte e saber que há pessoas com a vida tão facilitada? Eu não quero lutar mais, é tão injusto! Desculpa Catarina, leva outra pessoa.
- EU NÃO QUERO LEVAR OUTRA PESSOA! Faz isto por mim, por favor. Há tanto tempo que nós queremos isto… vais mesmo desistir agora? Esse era o nosso sonho, não te lembras? Fizemos uma promessa Jessica, e agora de repente parece que já nada disso importa para ti… parece que eu já não importo.
- Não é nada disso, sabes bem. Tu só não consegues perceber…
- Pelos vistos tu também não.
- Tu sabes que ele era tudo para mim? Queres o quê, que eu o esqueça?
- ELE ERA, JÁ NÃO É MAIS! METE ISSO NA TUA CABEÇA! E SE REALMENTE O QUISESSES PERDOAR JÁ O TINHAS FEITO MAS NO FUNDO TU SABES QUE ALGUÉM COMO ELE; ALGUÉM QUE FAZ O QUE ELE FAZ, NÃO MUDA NUNCA! SOUBESTE ISSO DESDE O PRIMEIRO DIA EM QUE FALASTE COM ELE! E SIM, É CLARO QUE EU QUERO QUE TU O ESQUEÇAS. TU NUNCA FOSTE ASSIM, SEMPRE FOSTE SUPERIOR A TUDO E A TODOS E ACHO QUE NÃO DEVIAS DEIXAR DE SER QUEM ÉS POR CAUSA DE ALGUÉM COMO ELE!
- Vou desligar Catarina.
- É… ainda me dizes isso com essa indiferença? Pensei que éramos amigas. EU
(…)
Não havia tempo agora nem vontade. Explicava-lhe tudo mais tarde, de qualquer maneira: se ela ainda me quisesse ouvir. Mas ultimamente era tudo o que eu conseguia fazer: tirar as pessoas do sério. Tinha-me tornado mesmo boa nisso. Mas o mais engraçado é que era sempre quem eu mais amava. Mas como iria eu explicar a alguém que a minha vida sem ele tinha deixado de ser vida? Que já nada fazia sentido…? Como explicaria eu isso a alguém? Ele era tudo o que eu tinha e já há quase um mês atrás que a minha vontade era poder cair num sono profundo para não ter que encarar a realidade… a minha realidade, onde eu já não o tinha.
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MensagemAssunto: Re: Gotta make it now or never (:   Ter Jul 28, 2009 5:00 pm

Capitulo nr. 6


Catarina
Era impressionante como agora, ela o punha em frente a tudo e a todos. Á minha frente; em frente da Rita. Onde estava a minha amiga Jessica que considerava a amizade bem mais importante que o amor? Bem, talvez não fosse bem assim. O amor era a coisa mais importante na sua vida, um bem essencial: mas só porque para ela, não podia haver amizade sem amor. Então haviam vários tipos de amor, com apenas uma designação. Mas talvez o amor e a amizade tivessem pesos equiparados. De qualquer maneira, sempre pensei que a conhecia como a palma da minha mão e afinal, cada vez acreditava menos nisso. Onde andava o seu vaidoso orgulho que sempre acompanhava a sua vontade de viver? Onde? Ela nunca se tinha deixado ir abaixo assim, desta maneira, por ninguém. Sempre deu a volta por cima de qualquer problema e porque seria agora tão difícil? Eu queria tanto ajudá-la… eu tinha que ajudá-la. Mas o que fazer?
- CATARINA? – Gritou alguém
- Sim, mãe? – Devolvi, dando um salto de susto
- MAS TU NÃO OUVES? Vem almoçar, anda.
- Ah, desculpa mãe.
Segui a minha mãe, automaticamente, até á sala de jantar. Mas o meu pensamento estava longe de se encontrar ali. Continuava ocupada em pensar numa maneira de fazer Jessica ir ao concerto ou pelo menos fazer-me voltar a sentir que ela sabia sorrir. Eu queria-a feliz e eu sabia que ir ao Pavilhão Atlântico no dia 27, dia em que eles viriam cá, a faria feliz. Não era pelos 100 euros. O que eram 100, 200, 300, 400, 500 euros (…) para mim? Nada! Mas era ela que me preocupava agora.
- Ai mãe, sopa? – Perguntei, torcendo o nariz, enquanto a empregada nos servia
- Sim, sopa.
- Oh…
Levei uma colher á boca sem muito entusiasmo, continuando eu e os meus pensamentos. Não tinha uma relação muito aberta com os meus pais. Era péssima, na verdade… a minha mãe levantou-se sem pronunciar uma única palavra e subiu as escadas dirigindo-se para o seu quarto. Estava de mau humor. Isso devia-se ao facto de não estar a trabalhar naquele dia. Sim, ela não podia passar um dia em casa com a filha. Olhei a cadeira, agora vazia, e desejei sair de casa e não voltar mais. Tinha feito 19 anos há pouco tempo, poderia muito bem fazê-lo que os meus pais pagariam-me um apartamento de luxo, os estudos, empregados e ainda me dariam um carro novo como forma de agradecimento por eu os deixar.
Costumava conduzir um BMW descapotável como sempre tinha sido o sonho de Jessica quando tirasse a carta. Ela sempre dizia que seria o primeiro carro em que ela queria pegar mas depois compraria outros 4 de marcas diferentes, igualmente boas, igualmente caras. Um absurdo para qualquer pessoa rica ou pobre ainda que o meu pai não pensasse assim… qualquer um se aperceberia disso ao entrar na sua garagem. Numa brincadeira minha e dela, pintei o meu BMW de rosa choque. Sinceramente, já não me imaginava a viver sem luxo, sem dinheiro… mas por outro lado gostaria de ser eu a sustentar-me. O carro que conduzia era o mais velho da grande colecção do meu pai. Na verdade, o segundo mais velho visto que quase morri num acidente de carro com o primeiro. Também, quem é que passa um Mercedes para as mãos de alguém que acaba de tirar a carta? Talvez seja normal, eu gosto de pensar que sim. De qualquer maneira, o meu pai preocupou-se mais com o carro que se estragou do que propriamente comigo.
A Jessica dizia-me muitas vezes que me invejava. Dizia que gostava de ter tudo aquilo que eu tinha. Por vezes, parecia até que ela não se apercebia de certas coisas que eram bem mais importantes que o dinheiro, mas eu sabia bem… ela tinha nascido para o luxo, era como se já lhe estivesse no sangue; mas ela nunca esquecia as coisas importantes da vida. Eu invejava-a também, mas por motivo diferente. Apesar dos problemas familiares que ela tinha e que sinceramente eu não os desejaria para mim, e apesar dos problemas que tinha em casa com a mãe principalmente, eu invejava-a pelo ambiente familiar que ela vivia. Nenhuma família é desprovida de problemas, e talvez em casa dela se vivesse bem melhor do que na minha.
Lembrava-me agora de algo, que talvez resultasse. Ela tinha um sonho de há anos… um grande sonho de menina.
Comecei a comer a sopa, já fria, quando com isto, o apetite voltou. Logo de seguida subi as escadas dirigindo-me para o meu quarto aos tropeções. Daqui a uns dias ela faria 18 anos… estava na escola apenas para fazer um exame e logo logo acabaria o secundário. Eu daria-lhe aquela que seria a melhor prenda que alguém lhe podia dar. A certeza de que isto resultaria era inquestionável.
Catarina (end)
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